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Mudança de carreira: como prosseguir quando o seu objetivo profissional muda

Postado em 07/03/2018.

Atualizada às 11h11 de 08/03

Até onde vale a pena insistir em um emprego ou área de atuação? Quase todo mundo se questiona, em algum momento da vida, se aquele é realmente o caminho que deseja seguir e, após perceber que não é, surge outra questão: como mudar a minha carreira? 

Segundo a psicóloga e coach de carreira Adriana Vicco, "encontramos muitas pessoas até deprimidas por causa do trabalho e que projetam a tristeza por toda parte no corpo. A produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o ciclo de sono é alterado e prejudica a imunidade corporal”. Assim surgem sintomas como irritação excessiva; angústia; fadiga durante o dia; vontade de sumir; medo; falta de ar; e até depressão. 

Uma frase em constante uso em redes sociais é “nenhum CNPJ vale um AVC”. Isso vale, inclusive, para quem tem sua própria empresa. Um empreendimento é sonhado para tornar a vida melhor, não pior. Por isso, analise se não é hora de repensar seus projetos e dar uma guinada na sua vida profissional.

Vicco explica que, para quem quer mudar de carreira, é preciso fazer uma retrospectiva de seu caminho profissional ate o momento.  “Liste os seus talentos. Entenda de forma honesta quais são as necessidades pessoais que precisam ter atendidas. É importante também conhecer seus valores que são os seus balizadores pessoais em processos de tomada de decisão e descobrir seu proposito se vida. Com base nestas informações criar uma lista de possíveis áreas de atuação e como seus talentos podem ser transformados em algo q possa ser oferecido ao mercado, seja em empresas ou como empreendedor e invista seu tempo e sua energia para a concretização desta nova etapa”. 

Planejamento 

Algo que todos que querem mudar de carreira pensam é: vale à pena retroceder, inclusive financeiramente, para avançar no futuro? Por exemplo, aceitar estagiar em outra área e abrir mão do emprego para isso. O sócio fundador do CIS Assessment da Febracis, Deibson Silva, comenta que este é um ponto muito sensível. A pessoa precisa avaliar e reavaliar seus verdadeiros objetivos e motivações, e se planejar, o que inclui o lado financeiro também. Ter uma reserva ajuda a segurar as contas durante um período um pouco mais delicado.

 “É importante entender que todo processo de mudança tem seus desafios. Quando pensa na possibilidade de trocar de carreira, a pessoa precisa ter essa consciência e que a mudança vai exigir ainda mais dedicação para poder superar qualquer adversidade, como um salário menor, por exemplo. No entanto, com um bom planejamento pode ser possível se adaptar a uma renda menor sem perder qualidade de vida, mas reforço, isso deve ser muito bem avaliado e planejado. E vale lembrar que quando o trabalho é feito com amor e dedicação, as recompensas vêm mais rápido, o que inclui retorno financeiro. Muitas pessoas podem preferir não correr o risco de abrir mão de um bom salário, mas será que elas pararam para pensar: ‘Estou realmente realizado com a minha profissão e aproveitando o conforto que meu salário me proporciona?’.  Vale a reflexão.” 

Análise 

Segundo o especialista, há como saber se aquele caminho é o melhor para você. Mas para saber o melhor caminho é preciso saber quem você realmente é. O autoconhecimento é o primeiro passo para o sucesso, tanto na vida pessoal quanto na profissional, pois uma coisa depende da outra. 

“Sempre bato nessa mesma tecla. Conhecer a si mesmo contribui muito para saber exatamente quem você é, o que te motiva, aonde quer chegar, como vai alcançar os objetivos traçados e realizar todos os seus planos é o primeiro passo para a realização plena. Afinal, suas escolhas tornam-se mais coerentes, você fica mais forte e revigorado para encarar qualquer desafio e superar toda adversidade. Você toma as rédeas da sua vida!”, aponta Deibson. 

Na dúvida, vale apostar na orientação de um Coach. Esse tipo de profissional trabalha com inúmeros métodos e ferramentas que contribuem bastante nos momentos de transições, como as de carreira. Neste caso, o profissional de coaching, munido com uma ferramenta de Assessment, terá acesso a informações sobre a pessoa e vai ajudá-la a alcançar o autoconhecimento necessário para essa transição de carreira.       

Tempo 

Uma coisa é certa: para mudar é preciso planejar. De acordo com Silva, não há como estimar precisamente quanto tempo uma transição de carreira leva, pois cada pessoa tem uma maneira de agir e lidar com mudanças. Depende muito do perfil e personalidade de cada pessoa, por isso sempre reforço a questão do autoconhecimento. Há indivíduos que são mais cautelosos, que pensam bastante e analisam todas as possibilidades. Por sua vez, também existem pessoas mais impulsivas e determinadas, que agem com mais rapidez. Então, esse tempo varia muito. Mas, independentemente do perfil da pessoa, um bom planejamento é indispensável, pois nele entra o lado financeiro, os objetivos e metas para a nova carreira. 

Você não é o único 

Mudanças na vida profissional são mais comuns do que se imagina, e o principal fator associado a essa decisão é a insatisfação com a carreira atual, que pode ser causada por diversos fatores, como a falta de tempo para lazer e qualidade de vida, estresse, perda do interesse pela área, vontade de desenvolver outra habilidade ou atividade que tem afinidade, enfim, são muitos os fatores. No entanto, é importante reforçar que, em muitos casos, a pessoa que desiste totalmente da área de atuação não fez a escolha certa lá no início, antes mesmo de começar sua vida profissional, pois, ao escolher a carreira que quer seguir, a maioria das pessoas optam por uma área que, teoricamente, têm mais aptidão, mas isso não quer dizer que é o que ela realmente quer fazer. Ou pior, decide entrar em uma determinada área por influência da família ou por “estar em alta”. 

Isso acontece porque, muitas vezes, quando chega aos 18 anos o jovem é obrigado a tomar uma decisão e é pressionado pela família, amigos e pelo mercado de que precisa ser assertivo nessa escolha, mas não recebe uma orientação para tal, o que pode ser bem frustrante. É importante saber que a carreira não e uma linha reta, tem a altos e baixos e nessa trajetória ele pode desviar a rota. “Todos temos uma vocação, que é a inclinação natural para determinada área, profissão. O médico, por exemplo, além de interesse por anatomia, biologia e ciências, precisa ter empatia, pensamento analítico e uma excelente habilidade de comunicação. Enquanto um engenheiro civil, precisa gostar de matemática, física e geologia, mas também tem que ter habilidade de gerenciar projetos, liderar equipes e resolver problemas”.

Adriana Vicco salienta que, com nossa longevidade cada vez maior será muito comum as pessoas possuírem varias carreiras ao longo da vida, pois conforme vamos amadurecendo existem mudanças de visão de mundo que nos fazem repensar o q estamos fazendo com nossas vidas e se eh isso que realmente tem valor para nós. Para ela, cada ser é único em sua experiência e momento de vida e por isso as variantes são enormes. Como a área profissional ocupa grande parte de nosso tempo, é importante que ela traga boas realizações para que isso não se torne um peso diário. Desta forma o profissional terá prazer em crescer e se especializar em busca de um sucesso.

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Texto: Katherine Coutinho
Fotos:
Edição: Lenilde De León

De León Comunicações