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Antecipar a restituição do IRPF nem sempre é um bom negócio

Postado em 12/04/2018.

 

Como dizia Benjamin Franklin (1706 – 1790), “nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos”. E ele estava correto. Vou parafrasear o filósofo e socialista Karl Marx (1818-1883) que, ao criticar o capitalismo, disse “a diferença entre a morte e os impostos é que a morte não piora toda vez que Congresso se reúne”.

Quando o assunto é imposto, todo cuidado é pouco, principalmente no tocante ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas – IRPF, o qual deve ser declarado até o dia 30 de abril, com as informações do ano-calendário 2017. Caso contrário, a multa virá com certeza. 

Em geral, chegada essa época de prestação de contas ao fisco, muitas pessoas desejam antecipar a restituição do imposto pago durante o ano findo, cujo acerto é feito pela Receita Federal do Brasil - RFB entre os meses de junho e dezembro do ano da entrega da declaração. Os bancos também aproveitam a época para oferecer aos contribuintes propostas das linhas de antecipação do IRPF. 

Se optar por contratar o serviço bancário de crédito, a pessoa terá a chance de pegar o dinheiro da restituição do IRPF no ato, sem precisar aguardar a liberação dos lotes de restituição feitos pela RFB. Mas, cuidado, nem tudo são flores neste cenário! 

Nós, do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP, sabemos que há muita tentação em ter o dinheiro da restituição antecipado, mas aqui vale uma ressalva: só indicamos antecipar a restituição aquele contribuinte que tiver dívidas a quitar. Isso porque, quem antecipa a restituição no sistema bancário precisa pagar juros, e só as dívidas podem ter juros mais altos do que os cobrados na linha de crédito do ressarcimento da Receita Federal do Brasil – RFB. 

Nos grandes bancos, como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander, por exemplo, essas taxas de restituição do IRPF variam entre 1,79% e 6,87% ao mês. No caso do cheque especial ou do cartão de crédito, as taxas podem chegar a até 12%. 

Portanto, é melhor ter paciência. Antecipar a restituição do IRPF só é vantajoso no caso específico do pagamento de dívidas, do contrário, o contribuinte perderá dinheiro, visto que, com os juros, a pessoa acaba recebendo menos do que o pago pela Receita Federal do Brasil, no seu calendário oficial, visto que a restituição é corrigida pela Taxa Selic que hoje está em 6,5% ao ano. 

* Antonio Eugenio Cecchinato é presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP

                                                         

Esse texto está livre para publicação. Se precisar de  mais informações ou quiser agendar uma entrevista com Antonio Eugenio Cecchinato, entre em contato  comigo na  De León Comunicações, nos telefones (11) 5017-7604 ou e-mail bruna@deleon.com.br .

 

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Texto: Antonio Eugenio Cecchinato
Fotos:
Edição: Lenilde De Leon

De León Comunicações