
SINDCONT-SP apoia campanha “Projeto Sangue Bom” em São Bernardo do Campo
13 de maio de 2026
Professor da FIPECAFI alerta para aumento da complexidade tributária em 2026
15 de maio de 2026Reforma tributária, Inteligência Artificial, sucessão empresarial e transformação digital estiveram no centro do debate promovido nesta terça-feira, 13 de maio de 2026, pelo Grupo de Estudos de IFRS e Gestão Contábil do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo-Sindcont-SP.
A palestra “Como será o amanhã da empresa contábil?”, ministrada pelo contador, consultor e empresário contábil Vanildo Veras, sob a coordenação de Claudinei Tonon, Lúcio Francisco da Silva e Flavio Riberi, reuniu contabilistas de diferentes regiões do País para discutir os impactos das mudanças regulatórias e tecnológicas sobre o futuro da profissão contábil, em uma noite marcada por reflexões estratégicas, troca de experiências práticas e análises sobre os desafios que já começam a remodelar o setor.
O presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo-Sindcont-SP, José Roberto Soares dos Anjos, também acompanhou o encontro e destacou a importância da atualização permanente dos profissionais diante das mudanças: “O profissional da Contabilidade vive hoje um dos momentos mais desafiadores da profissão. A velocidade das mudanças exige atualização contínua, troca de experiências e fortalecimento coletivo da classe contábil”, afirmou.

José Roberto Soares dos Anjos, presidente do Sindcont-SP, destacou a importância da atualização contínua dos profissionais diante das transformações da profissão.
Debate técnico reúne lideranças da Contabilidade
Josimar Santos Alves, presidente do Centro de Estudos e Debates Fisco Contábeis do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo-Sindcont-SP, fez a abertura do encontro, com a presença de sua equipe: Jô Nascimento, vice-presidente do CEDFC; o primeiro-secretário Marcelo Dionísio; o segundo-secretário Alexandre Romão; a terceira-secretária Rose Vila-Ruel; o quarto-secretário Jefferson Viana; a secretária suplente Emília Rama Moura; além dos doutores Alberto Júnior e Benedito Cavalheiro.
“O Centro de Estudos sempre foi um espaço de construção coletiva do conhecimento. Aqui os profissionais conseguem compartilhar dúvidas reais, experiências práticas e refletir sobre os rumos da profissão em um ambiente extremamente colaborativo”, declarou Josimar Santos Alves.
Antes da palestra principal, os participantes analisaram temas de grande impacto para o setor contábil, entre eles a reoneração gradual da folha de pagamento, a operacionalização da reforma tributária, novas regras para emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica nacional e mudanças relacionadas ao novo sistema INSS Empresa. Questões práticas relacionadas à Reinf, EFD-Contribuições, distribuição de lucros e Imposto de Renda também mobilizaram o debate técnico ao longo do encontro.
“Como será o amanhã da profissão contábil?”
Ao iniciar a palestra principal da noite, Claudinei Tonon destacou que o tema escolhido traduz uma preocupação crescente dentro do setor contábil. “Existe muita expectativa e também muitas dúvidas sobre o futuro da profissão. Estamos vivendo um momento de transformação muito profunda e precisamos discutir isso de forma aberta”, afirmou.

Claudinei Tonon, coordenador do Grupo de Estudos de IFRS e Gestão Contábil do Sindcont-SP, destacou a importância da preparação estratégica dos profissionais.
Na sequência, Vanildo Veras iniciou sua apresentação propondo uma reflexão sobre a evolução histórica da Contabilidade e a forma como a profissão sempre acompanhou as transformações da humanidade. “O futuro da profissão contábil é uma construção. Tudo depende do que fazemos hoje para direcionar os nossos negócios para esse novo cenário”, afirmou.
Ao longo da apresentação, o contador abordou temas como transformação digital, Inteligência Artificial, automação de processos, sucessão empresarial e os impactos estruturais da reforma tributária sobre os escritórios contábeis. Segundo ele, o setor vive uma mudança muito maior do que uma simples adaptação operacional.
“O novo sistema tributário vai exigir muito mais integração, tecnologia, visão estratégica e capacidade analítica. Não será suficiente apenas entregar obrigação acessória. A empresa contábil precisará ajudar o cliente a compreender cenários e tomar decisões”, destacou.
Reforma tributária e novos desafios para os escritórios
Durante a palestra, Vanildo Veras também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelos escritórios contábeis diante da complexidade da reforma tributária.
“O problema é que a reforma tributária não impacta apenas a área fiscal. Ela envolve tecnologia, financeiro, processos internos e comunicação com os clientes. O contador vai precisar assumir um papel ainda mais estratégico”, disse.
O palestrante também alertou para a ausência de sucessão em grande parte das empresas contábeis brasileiras. “Nós temos muitas empresas extremamente dependentes dos próprios fundadores. E boa parte delas não possui sucessores preparados. Esse é um tema que o setor precisará enfrentar nos próximos anos”, observou.
“Tudo aquilo que não usamos atrofia”
Um dos momentos mais marcantes da palestra ocorreu quando Vanildo utilizou uma analogia entre o corpo humano e a evolução profissional para falar sobre adaptação.
“Tudo aquilo que a gente não usa atrofia. É como os músculos do corpo. Se o profissional contábil parar de evoluir, ele perde força, perde espaço e perde relevância”, enfatizou.
A fala gerou forte identificação entre os participantes do encontro, especialmente diante do atual cenário de transformação digital acelerada vivido pelo setor contábil. Lúcio Francisco da Silva ressaltou que “discutir o amanhã da profissão é discutir competitividade, sobrevivência e permanência no mercado”, afirmou.
Já Claudinei Tonon destacou que os grupos de estudos exercem papel fundamental na preparação dos profissionais para esse novo cenário. “A Contabilidade vive uma transição histórica. Precisamos preparar os profissionais não apenas para cumprir regras, mas para compreender o impacto das mudanças sobre os negócios e sobre a própria profissão”, declarou.
Para os integrantes do Grupo de Estudos de IFRS e Gestão Contábil do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo-Sindcont-SP, o futuro da profissão já começou e exigirá dos profissionais muito mais capacidade de adaptação, visão estratégica e aprendizado contínuo.
Texto: Danielle Ruas
Edição: Lenilde De León
De León Comunicações




